Dom Pedro II Esteve em Itaqui.

D. Pedro II conversou com quase todos em Itaqui

As 19 horas do dia 25 de Setembro de 1865 o “Onze de junho” lança âncora no porto de Itaqui. Apenas o padre Coriolano desembarcou a fim de contatar com as autoridades locais para providenciar a recepção ao imperador.

Primeira Visita

Na manhã seguinte chovia muito, o que não impediu que o imperador e sua comitiva desembarcassem para uma primeira visita á vila de Itaqui.  Apenas o Marquês de Caxias permaneceu a bordo, tendo em vista estar acometido de forte gripe.

Estranhável, entretanto, o fato de ter recebido a comitiva Imperial apenas o Dr. Cunha Lima, juiz municipal, o presidente da Câmara e chefe do governo era o Dr. Egídio Barbosa Itaqui, havendo também os conselheiros, o nome de nenhum deles apareceu na comissão de recepção a D. Pedro II.

 Comitiva Anda pela Rua Principal

A comitiva imperial após deixar o porto tomou a rua principal, caminhando alguns metros dobrou a direita, seguindo pela rua paralela ao Rio Uruguai (hoje chamada Rua Saldanha da Gama), até o local onde existia uma pedreira, apreciando ali a extração de algumas pedras para construção de casas e calçadas.

Visitaram o Cemitério

Dessa localidade, os visitantes seguiram até o cemitério novo, deixando a vila á esquerda, por outro caminho, seguiram até o cemitério velho, onde D.Pedro II se deteve, fazendo uma oração no túmulo do Cel. Manoel dos Santos Loureiro, ali retornou á rua principal atravessando a vila de ponta a ponta.

Poucas pessoas encontravam-se nas ruas e casas.   Alguns estrangeiros, na maioria homens, D. Pedro II conversou com quase todos, fazendo perguntas sobre o tratamento dispensado pelos paraguaios, observou os estragos nas residências, grande parte delas sem portas e janelas.

Visitou também o edifício que servia de cadeia e que abrigava um pequeno contingente militar sob ás ordens de um oficial, irmão do Ten. Cel. José da Luz Cunha Júnior.   Na parte da tarde a comitiva voltou novamente á Vila, quando então, encerrou sua visita embarcando no navio, pernoitando ainda, no porto local, para no dia seguinte seguir para a São Borja.

Fonte: Livro”Itaqui O Portal do Rio Grande” Jesus Pahin

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