Itaqui na Rede

Mulher é presa pelo assassinato de secretário municipal de Itaqui

A Polícia Civil esclareceu o caso do assassinato do secretário municipal de Relações Institucionais e Captação de Recursos de Itaqui, Germano Aires Garcia Ferner, 58 anos, ocorrida em agosto deste ano em Viamão.

A suspeita de ser o mandante do crime foi a companheira da vítima que residia em Porto Alegre. Ela foi presa nesta quarta-feira pela equipe do delegado Guilherme Calderipe, da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Viamão. “Todos os indícios levam ela a ser a mandante do crime por motivação financeira. Ela estaria coagindo-o a repassar dinheiro e bens para o nome dela”, observou.

A mulher é ex-parceira de um detento recolhido no sistema prisional em Charqueadas, tendo uma filha com o apenado. “Ele é suspeito de organizar a execução do crime a mando dela. Mesmo casada com o secretário há cerca de dois anos, ela continuava visitando-o no presídio e costumava depositar dinheiro para ele pagar dívidas no presídio”, acrescentou o titular da DPHPP de Viamão.

A investigação apurou que o secretário municipal viajou de Itaqui na tarde do dia 20 de agosto, chegando no final da noite na Capital, após cerca de nove horas de viagem. No caminho foi recebendo mensagens no celular. Ele se hospedou em um hotel na área central e participaria no dia seguinte de um congresso. “Logo em seguida encontrou-se com uma mulher no hotel que o faria cair em uma armadilha”, disse o titular da DPHPP de Viamão. Um Linfan, modelo novo, conduzido por motorista de aplicativo, buscou-o no local. Na madrugada do dia 12, a vítima foi encontrada morta, com dois tiros de pistola na cabeça e no ombro, na Estrada Caminho do Meio, em Viamão.

O delegado Guilherme Calderipe explicou que o Lifan foi identificado com base na análise de cerca de 20 proprietários daquele modelo e cor de veículo no Rio Grande do Sul. “O motorista foi preso”, lembrou. “A mulher que fez a armadilha também foi presa e confessou que foi orientada a chamá-lo através de mensagens”, recordou. O trabalho investigativo avançou até quem mandou executar o secretário. “É a prisão mais importante. Era a esposa e mandou matar a vítima”, resumiu, apontando que a  mulher já morou um período em Itaqui. “A única prisão pendente é do atirador que está foragido”, afirmou, salientando que um segundo indivíduo estaria junto no momento do assassinato na beira da estrada.

Fonte: CP