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O Que se Sabe Sobre o Caso da Morte do Secretário de Itaqui?

O que se sabe sobre o caso do secretário de Itaqui, encontrado morto há mais de um mês em Viamão Germano Aires Garcia Ferner, 58 anos, foi assassinado em 21 de agosto.

A morte do secretário de Captação da Recursos da prefeitura de Itaqui, Germano Aires Garcia Ferner, 58 anos, há mais de um mês, segue repleta de mistérios. Assassinado a tiros na Estrada Caminho do Meio, em Viamão, na Região Metropolitana, em 21 de agosto, o político participaria de um seminário no dia seguinte, na Capital. Na noite do crime, câmeras de segurança flagraram Ferner entrando no carro que lhe conduziria ao local onde foi atingido por quatro tiros. A motivação ainda é apurada.

SUSPEITOS:

Dois suspeitos de envolvimento na morte estão presos. Um deles foi detido na última terça-feira (1º). Trata-se de um motorista de aplicativo de 26 anos — o nome dele não foi divulgado. Uma mulher, que teria sido usada como “isca” para atrair a vítima, já havia sido capturada. O próximo passo é identificar os dois homens que estavam no local do crime, esperando pelo secretário, e que são apontados como autores dos disparos que mataram Ferner.

A EMBOSCADA:

Segundo a investigação, a mulher – cuja identidade também não foi revelada – convidou o secretário para sair à noite. Foi ela quem teria buscado Ferner no hotel, no centro de Porto Alegre, em um carro de aplicativo.
Em imagens de câmeras, a suspeita aparece saindo do veículo preto para a vítima entrar. Outras gravações permitem ver o momento em que o carro no qual está o político chega na Estrada Caminho do Meio.
Horas após o momento em que aparece entrando no veículo, o secretário foi encontrado morto. Conforme o delegado Guilherme Calderipe, dois homens estavam na via esperando pela vítima. A dupla teria sido a autora dos disparos. Os quatro fugiram do local logo após os tiros. Nenhum pertence de Ferner foi levado.

DEPOIMENTOS:

Os dois presos não são os mandantes do crime, conforme Calderipe. O motorista de aplicativo e a mulher são moradores de Porto Alegre e afirmaram, em depoimentos, terem sido orientados a agir desta forma.

— Alegaram que foram ameaçados. Mas a mulher ganharia pela saída com ele e o motorista receberia pela corrida — diz Calderipe.

A mulher foi presa em 12 de setembro no bairro Restinga, zona sul de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, ela permaneceu escondida em Tramandaí, no Litoral, desde o dia do crime. Já o motorista foi localizado em casa, no bairro Passo das Pedras, na Capital, na última terça-feira. No dia do homicídio, ele teria usado um Lifan, pertencente a avó dele.

O QUE MOTIVOU O CRIME:

Apesar de as linhas de investigação não serem divulgadas, o delegado confirma a mesma suspeita relatada poucos dias após o crime: a de que o homicídio teria motivações financeiras.

— Foi algo armado. Ele costumava ir a Porto Alegre ao menos uma vez por mês. O mandante pode ser da própria região dele (do município de Itaqui, na Fronteira Oeste), mas estamos averiguando — afirmou o delegado.

A vítima não tinha antecedentes criminais e não havia histórico de ameaças contra ele. A suspeita é de que o homicídio possa estar relacionado ao círculo profissional ou de amizades do secretário. A hipótese de latrocínio foi descartada pela polícia, já que pertences como carteira e celular não foram levados.

Fonte: Gaúcha ZH